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Boletim Classista N. 2 - Maio 2019

Boletim Classista N. 2 - Maio 2019 (clique para abrir formato PDF)

Boletim Classista N. 1 - Abril 2019

Boletim Classista N.1 - Abril 2019 (clique para abrir formato PDF)

Boletim Classista N. 0 - Março 2019

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“BRASIL ACIMA DE TUDO” OU “AMÉRICA PRIMEIRO”? | BC n.1 Abril 2019

“BRASIL ACIMA DE TUDO” OU “AMÉRICA PRIMEIRO”? Durante o processo eleitoral tivemos um slogan sendo repetido por muitos sem que se soubesse efetivamente do que se tratava: Brasil acima de tudo. Em primeiro lugar se tratava da tradução para o português do slogan usado por Hitler: Alemanha acima de tudo. Esta consigna acabou levando ao início da Segunda Guerra Mundial onde 40 milhões de pessoas morreram, onde seis milhões de judeus foram eliminados em campos de concentração. Em segundo lugar, tínhamos o Deus acima de tudo (também inspirado no mesmo movimento). A primeira declaração do governo Bolsonaro foi de que o Brasil não iria priorizar o Mercosul. A segunda, que a relação com a China deveria ser questionada na base dos princípios defendidos por Trump. A terceira é que Brasil deveria ter embaixada em Jerusalém. A quarta foi que deveria romper relações com Cuba. Se aplicadas todas estas propostas teríamos o fim do Mercosul e a perda das exportações para a Argentina, o q...

DEPOIS DO DIA NACIONAL DE LUTA DE 22 DE MARÇO - BC N.1 Abril 2019

DEPOIS DO DIA NACIONAL DE LUTA DE 22 DE MARÇO   Nem tímido, nem efusivo, o Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da previdência, 22 de março, foi um pontapé inicial na luta por impedir que as mudanças no sistema previdenciário ampliassem mais ainda a pobreza existente no Brasil. Contou com manifestações em todo o país. Mobilizou de variadas formas inúmeras categorias, com um dia de paralisação, com atraso no início de turno e outras formas de protesto. Revelou que é possível barrar as tentativas de eliminação dos direitos adquiridos pelos trabalhadores. A articulação da reforma transitou em crise. Disputas palacianas sinalizam que o projeto original já está prejudicado. Neste momento há desavenças entre Moro x Maia, Supremo Tribunal Federal x Senado (Lava Toga), Mourão x Olavo de Carvalho e Militares x Paulo Guedes (sobre Previdência). Em outra esfera, a dos costumes, o ministério sob a direção de Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) não p...

AS CRISES DO GOVERNO BOLSONARO E OS TRABALHADORES | BC N.1 Abril 2019

AS CRISES DO GOVERNO BOLSONARO E OS TRABALHADORES  O governo Bolsonaro atingiu seus primeiros 100 dias em meio a uma sucessão interminável de crises, cujo resultado principal tem sido dissipar qualquer expectativa do "Mito" assumir o esperado papel de árbitro nos confrontos na trama heterogênea de interesses econômicos e políticos que o levaram a Brasília. A inépcia pessoal de Bolsonaro, no contexto de uma crise nacional de alcances históricos, pôs em questão a viabilidade do projeto bonapartista, abrindo uma deliberação no seio da burguesia e do próprio governo. Os confrontos da famiglia Bolsonaro com Rodrigo Maia foram a expressão condensada de diferenças profundas sobre a natureza do regime político iniciado em janeiro, que por sua vez confirmam a desorientação (e fragmentação) da classe dominante brasileira sobre o rumo a seguir no quadro da crise mundial. Na última semana de marco, o acordo entre Maia e Paulo Guedes para assumir a articulação política da refo...

História: A ESQUECIDA REBELIÃO DE 1924 | BL N.0 março 2019

A ESQUECIDA REBELIÃO DE 1924 O nevoeiro se dissipara. O céu estava claro, mas o frio seguia intenso no início da tarde da terça-feira, 22 de julho de 1924, em São Paulo. Uma profusão de casas e fábricas estava no chão, algumas ainda envoltas em fumaça espessa. Pessoas corriam pelas ruas carregando o que podiam para fugir de cenas que algumas viveram na Europa alguns anos antes. Após 17 dias de “bombardeios terrificantes” desfechados por baterias de canhões situadas na colina do bairro da Penha, na zona leste, uma combinação de roncos agudos vindos do céu agitava ainda mais uma população aterrorizada. Quem olhasse para cima contaria dez aviões em formação a 500 metros do chão. De repente, dois deles, um pouco maiores que os demais, reduzem a altitude e soltam alguns objetos. O efeito seria devastador. Seis explosivos de 60 quilos abrem crateras pelo centro e arrasam casas e fábricas em bairros operários. Por sorte ninguém morreu. Uma testemunha contaria, mais de cinquenta anos d...